Costa Rica reforça seu sistema de vigilância de vírus respiratórios como país-chave no Quadro PIP
Liderando o Quadro PIP na Costa Rica
A Costa Rica está posicionada como um dos principais beneficiários do Pandemic Influenza Preparedness (PIP) Framework, uma iniciativa global coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Este framework visa melhorar a preparação, vigilância e capacidades de resposta para pandemias de influenza, fornecendo recursos financeiros e técnicos para fortalecer tanto a infraestrutura de saúde quanto as capacidades nacionais de resposta.
Como parte do plano de trabalho do PIP Framework 2024-2025, a OPAS organizou uma missão técnica de 13 a 15 de fevereiro de 2024, na Costa Rica. Esta missão se destacou como um exemplo bem-sucedido de colaboração interdisciplinar, integrando o apoio de especialistas em epidemiologia, laboratório e sistemas de informação para fortalecer as capacidades de saúde pública no país. Os objetivos abrangidos foram: 1) monitorar as atividades do PIP Framework, 2) analisar um caso suspeito de Influenza A H3v na Costa Rica e 3) desenvolver a interface de TI para FluNet e FluID para otimizar os relatórios para a OPAS/OMS.
Durante esta missão, representantes da OPAS trabalharam em estreita colaboração com colegas do Ministério da Saúde, do Fundo Costarriquenho de Seguridade Social (CCSS) e do Instituto Costarriquenho de Pesquisa e Ensino em Nutrição e Saúde (INCIENSA).
Implementação do Quadro PIP 2024-2025 na Costa Rica
A Costa Rica reafirmou seu compromisso com o Quadro de Preparação para a Pandemia de Gripe (PIP) 2024-2025, com foco no fortalecimento de: 1) políticas e planos, 2) vigilância colaborativa por meio da capacidade laboratorial e sistemas de vigilância resilientes via GISRS, 3) proteção da comunidade e 4) acesso a contramedidas.
Durante a recente revisão do plano de trabalho, a importância de uma abordagem abrangente e coordenada para melhorar a preparação para pandemias foi enfatizada. As principais ações destacadas incluem a necessidade de o Ministério da Saúde manter uma liderança forte na execução das atividades do plano e a atualização do Plano de Preparação e Resposta à Pandemia para patógenos respiratórios, garantindo uma abordagem operacional, multissetorial e multinível.
Ações recomendadas para os países:
- Facilitar o alerta precoce por meio de sistemas de vigilância resilientes fortalecidos pelos Centros Nacionais de Influenza (NIC).
- Atualizar os planos de preparação e resposta a pandemias para patógenos de forma integral, multissetorial e multinível.
Analisando um caso suspeito de influenza A(H3v)
Em resposta à solicitação de apoio do país, a OPAS conduziu uma revisão de ação precoce (EAR) de um caso suspeito de Influenza A(H3v). Esse processo revelou oportunidades significativas para melhorar a coordenação multissetorial e multinível. Por fim, o caso foi rejeitado.
A implementação da revisão de ação precoce (EAR) identificou oportunidades estratégicas para melhorar a detecção precoce e a resposta rápida a emergências de saúde pública. As principais áreas destacadas para garantir a detecção oportuna e uma resposta eficaz a epidemias e pandemias incluem: a) procedimentos de amostragem oportunos e apropriados; b) garantir o transporte eficaz e oportuno de amostras, inclusive durante o horário de folga e feriados; e c) fortalecer a capacidade de interpretar testes de tipagem e subtipagem em toda a rede de laboratórios do país.
Ações recomendadas para os países:
- Desenvolver organogramas para facilitar o reconhecimento de atores e papéis.
- Crie fluxos de informação que simplifiquem a compreensão e a operação dos processos.
Fortalecimento da interoperabilidade para otimizar o sistema de informação para vigilância e resposta ao vírus respiratório
Os especialistas em sistemas de informação da OPAS trabalharam junto com as equipes de tecnologia do Ministério da Saúde, do CCSS e do INCIENSA para melhorar a interoperabilidade entre os sistemas nacionais. Ajustes técnicos foram feitos nas interfaces FluNet e FluID para otimizar a capacidade do país de compartilhar dados de vigilância prontamente com a OPAS e a OMS.
A cooperação na implementação de capacidades técnicas para automação de processos entre a OPAS, o Ministério da Saúde, o CCSS e o INCIENSA fortaleceu a infraestrutura tecnológica de vigilância do país, impulsionando a modernização e padronização dos processos de coleta e transmissão de dados, o que melhorou a eficiência do sistema e o monitoramento contínuo.
Ações recomendadas para os países:
- Investir em infraestrutura tecnológica para melhorar o monitoramento em tempo real dos vírus respiratórios que circulam local e globalmente.
- Fortalecer a colaboração entre setores para garantir um fluxo de informações eficiente e eficaz.